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Entrevista com a ilustradora Samanta Flôor

Foi por causa da ilustração de capa dela que me interessei pela revista independente Café Espacial n° 2. Na publicação, conheci uma HQ dela, A Desmemoriada, bem como seu site www.cornflake.com.br . Visitei, conferi as ilustrações, os quadrinhos e gostei muito do estilo de arte limpa, os bonecos expressivos e engraçadinhos, típicos de material infanto-juvenil, mas utilizados num contexto dramático. Tinha que saber mais sobre a autora, Samanta Flôor.



Pesquisando na rede, soube que ela era uma das indicadas na categoria Web Quadrinhos do troféu HQ Mix deste ano. Já tinha mais um motivo para estrear a seção de entrevistas do SaposVoadores.net . Mesmo alegando que sua produção de quadrinhos é muito modesta, Samanta topou ser entrevistada por e-mail. Trocamos algumas mensagens e o resultado está aí. Conheça um pouco do mundo desta ilustradora gaúcha.




Samanta Flôor é uma ilustradora de 28 anos, que nasceu e mora em Porto Alegre (tendo passado também por Pelotas, ambas no Rio Grande do Sul). Flôor é seu sobrenome do meio.



Formada em Arquitetura, tomou gosto por ilustração e fez pós-graduação em Expressão Gráfica pela PUC-RS. Sua inspiração vem dos livros que lê, das pessoas com quem convive, do café da sua avó e de músicas. Seus trabalhos, que misturam o cotidiano e a fantasia, incluem coleções de estampas para vestuário, mochilas e livros, ilustrações e quadrinhos, como os que desenvolve para a revista Atrevidinha (faz a arte da série O Mundo de Bia) e na Internet (Toscomics)

Ricardo S. Tayra – Samanta, pode contar um pouco de sua relação com quadrinhos?



Samanta Flôor – Minha relação com os quadrinhos começou muito cedo. Como toda criança, eu gostava de gibis. Só que eu nunca mais parei! Hoje em dia, eu leio muita coisa na Internet, mas também gosto de ter os álbuns, de colecionar.



RST – Você vive atualmente da renda como ilustradora, ou é uma atividade paralela? 

SF – Eu vivo como ilustradora. Trabalhei algum tempo em um estúdio de ilustração, que me deu uma boa experiência. Estou trabalhando como freelancer desde abril.



RST – Tem preferência entre ilustrar e quadrinizar?
SF – Não existe uma preferência, depende do projeto.



RST – Sua produção de HQs começou já na Internet? Por que resolveu fazer quadrinhos?


SF – Sim. Na verdade, eu fazia “quadrinhos” quando era criança. Eu gostava de contar histórias. Quando descobri que podia contar histórias através de desenhos, decidi que queria ser cartunista. Aí cresci, adquiri um senso mais crítico e decidi que não sabia contar histórias ou escrever e que devia ficar apenas com o que sabia fazer melhor: desenhar. Algum tempo atrás, resolvi resgatar essa vontade de fazer quadrinhos e não parei mais. O que não significa que agora eu ache que saiba fazer, também. Só que não tenho mais vergonha de errar, ou fazer feio. Faço pra me divertir.

RST – Que quadrinhos e/ou artistas te atraem mais, como leitora ou admiradora de arte em geral? Quais te influenciam em seu trabalho?



SF – Atualmente eu tenho lido muita coisa na Internet. Como Laura Parker, Liniers, Lucy Knisley , etc. Eu gosto demais do Chris Ware e do Daniel Clowes. Mas meu roteirista de HQ preferido sempre vai ser o Neil Gaiman. Talvez porque Sandman tenha sido meu primeiro quadrinho adulto.



RST – Você fala que sua produção de quadrinhos ainda é pequena. Mas esteve na disputa dos webquadrinhos do HQ Mix deste ano. Como você viu esta indicação, o que significou pra você e seu trabalho?



SF – A indicação ao HQ Mix foi uma grande e feliz surpresa. Nunca me considerei cartunista, sempre me achei uma ilustradora que gostava de contar umas histórias de vez em quando. A indicação não me transformou numa cartunista, mas me mostrou que talvez eu esteja no caminho certo.

Tá curioso? Quer saber mais sobre o trabalho da Samanta? Então acesse:

Créditos das imagens:Capa Café Espacial 2 – reprodução de capa com arte de Samanta Flôor
Ilustrações: Samanta FlôorFotos: Arquivo pessoal de Samanta Flôor

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Este texto participa da iniciativa 3° Blogueiro Repórter.

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