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Mauricio de Sousa – Exposição 50 anos de carreira

Esteve em São Paulo até meados deste mês, mais precisamente no Mube (Museu Brasileiro da Escultura), uma exposição comemorando os 50 anos de carreira do pai da Mônica, também conhecido como Mauricio de Sousa. Eu não podia deixar de conferir…

Estão aqui então algumas das imagens do material, entre cartazes, quadros, estátuas, brinquedos, vídeos, de Mônica, Cebolinha e toda a turminha mais querida do Brasil. Parabéns tardio ao Mauricio e à toda a equipe que há 50 anos fazem a alegria de crianças, adolescentes e adultos brasileiros (além de um monte de gente no exterior também).

Logo na entrada, este Biduzão de pelúcia era parada obrigatória para fotos
Um Sansão antigão, que foi da Mônica, filha do Mauricio (o original era amarelo e nem existe mais). O melhor é o aviso colado no vidro :”Protegido contra Cebolinha 24h”.

Busto do Horácio, o personagem mais querido do Mauricio, em versão romana

Algumas esculturas, como este Cascão, estavam num tanque de peixes

A Turma da Mônica Jovem, que traz a turminha em versão adolescente, pode virar brinquedo. Estes eram alguns dos bonecos expostos.

Penadinho e sua turma devem virar desenho com animação 3D. Esta é apenas uma amostra do material, que parece estar muito bom.

Mônica, Cebolinha e Cascão… é sempre a Magali quem está faltando?

Fotos: Cristina Lima e Ricardo Tayra
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HQ nacional

Necronauta 5 e 7 – O Salva-mortos

Necronauta 5 e 7 – Um super-herói (ou algo assim) cuja missão é conduzir a alma dos mortos ao além. Este é o Necronauta, personagem criado por Danilo Beyruth, para histórias despretensiosas cheias de ação e um tiquinho de humor.

O número 5 da revista independente foi o primeiro em formato americano, com uma bela capa em papel brilhante. Numa aventura bacana, de ação praticamente ininterrupta, o Necronauta tenta orientar um recém-chegado ao limbo enquanto se vê às voltas com Nikola Tesla (personagem baseado no inventor norte-americanode mesmo nome).

Já no número 7 é uma HQ online, dentro do projeto de quadrinhos da Oi. O que acontece quando Ghul, um tipo de vírus artificial humanóide, vai parar no pós-morte? O protagonista dessa história é um personagem criado para a Corporação, uma série disponibilizada também pelo portal da Oi, interessante do ponto de vista editorial. O tipo de publicação permitiu a história ser (bem) colorida por Arthur Fujita. Mas o que incomoda é a navegação pela história: ela foi concebida em formato proporcional ao americano vertical, que não se encaixa bem em qualquer monitor (com a tela horizontal). Se descontar esse inconveniente, é uma boa leitura (e de graça).

A arte do autor é muito boa, o maior destaque das histórias. Funciona bem, tanto em preto e branco (no número 5) quanto colorida (no 7). Uma curiosidade: ambas as HQs trazem na capa uma estimativa de tempo de leitura (7 a 8 minutos).

PS: O número 6 do Necronauta não foi lançado no Brasil. Saiu na POPGUN, uma coletânea de novos autores nos Estados Unidos, produzida pela editora Image, como o autor esclarece neste link.

  • Necronauta 5 (independente) – Roteiro e arte de Danilo Beyruth; formato 16,9 X 26,3 cm; 16 págs. de quadrinhos; capa em 3 cores e miolo p/b; preço: R$ 2,50 – Nota SV: 7 (de 10)
  • Necronauta 7 (HQ online da Oi Quadrinhos) – Roteiro e arte de Danilo Beyruth e cores de Arthur Fujita; formato proporcional ao americano; 18 págs. de quadrinhos; preço: acesso grátisNota SV: 6 (de 10)
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HQ

Bedeteca de Lisboa – os quadrinhos em Portugal

Navegando pela internet me deparei com o site da Bedeteca de Lisboa, ou seja, uma gibiteca, como é conhecida no Brasil.

O site é muito bacana, vale muito a sua visita. Além da programação da sede, traz algumas seções fixas bem interessantes.

A que chama mais atenção é a Bedeteca Ideal, uma lista com quadrinhos sugeridos para serem incluídos em bibliotecas públicas ou particulares. Separados em 17 temas estão publicações diversificadas como Spirit e Quadrinhos e Arte Sequencial (Will Eisner), A Liga dos Cavalheiros Extraordinários (Alan Moore), Asterix (Uderzo e Goscinny) Corto Maltese (Hugo Pratt), Bone (Jeff Smith), Tintim (Hergé), Drunna (Serpieri) e Homem-Animal (Grant Morrison). Material infantil, juvenil, super-heróis, adaptações literárias e até erotismo. Bem diferente da perseguição aos quadrinhos por aqui, hein?

Destaque também para a seção BDBoom, com uma série de arquivos em PDF para download com material que visa a difusão dos quadrinhos como instrumento pedagógico. O primeiro deles é, inclusive, feito na linguagem dos quadrinhos.

Então, sem mais delongas, dê um pulo lá no site pra conferir como nossos caros portugueses tratam bem a banda desenhada.

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HQ nacional

Pieces – Dramas cotidianos em HQs de Mario Cau

Pieces n° 1 – De uns tempos para cá ando mais propenso a me interessar por histórias sobre dramas cotidianos e relacionamentos. Isso me fez acompanhar o trabalho dos gêmeos Bá e Moon, do Daniel Esteves e foi o que me atraiu quando fiquei sabendo do lançamento da revista independente Pieces, com roteiro e arte de Mario Cau.

A série, que começou a ser produzida em 2005, ganhou pela primeira vez uma edição especial impressa (é também a primeira publicação solo do quadrinista). A revista reúne oito histórias em quadrinhos (e algumas ilustrações) nunca antes publicadas fora da Internet. Nas palavras de seu autor, Pieces é “uma série de Histórias em Quadrinho que tem como objetivo mostrar pequenos momentos poéticos da vida: pedaços da vida urbana, melancólica, apaixonada…”

Os fragmentos de história (como o título da série denuncia) talvez não sejam para todos os gostos. Elas não têm necessariamente começo, meio e fim delineados e trazem normalmente um tom melancólico que transborda pelos quadrinhos. Isso pode afastar algumas pessoas e fisgar outras, como eu.

A arte, até por ser de períodos distintos da carreira do quadrinista, oscila um pouco. Há páginas melhor acabadas e algumas nem tanto. Mas o resultado do desenho é bom no geral. A capa é particularmente boa e interessante, atraindo até o leitor desavisado.

Tendo acompanhado um pouco do trabalho do Mario Cau via internet e em independentes como a Nanquim Descartável e Café Espacial, devo dizer que a revista é um bom cartão de visitas para quem quer conhecer seus quadrinhos. Em tempo: o autor ainda integra o coletivo Quarto Mundo, o que mostra um pouco de seu engajamento em prol das HQs nacionais. Vale a pena conferir.

Pieces n° 1 (independente, com selo do Quarto Mundo) – Edição, roteiro e arte de Mario Cau; formato 14,6 x 21 cm, 36 páginas, capa colorida e miolo p/b; preço: R$ 5; Blog do autor: www.mariocau.blogspot.comNota SV: 8 (de 10)