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10 quadrinhos que mudaram minha vida

10 Quadrinhos que mudaram minha vida – por Mariamma Fonseca (Lady’s Comics)


Tenho encontrado diferentes experiências na produção da série 10 Quadrinhos que Mudaram Minha VidaÉ particularmente divertido notar como cada convidado procura elaborar sua lista (uma vez que têm o compromisso de listar nãos as HQs que consideram melhores e sim as que fizeram toda a diferença em algum momento de sua trajetória) e até como cada um encara a definição de quadrinhos para esta ação.

Conheça neste mês a lista da jornalista Mariamma Fonseca, uma das responsáveis pelo blog Lady’s Comics (que prega: HQ não é só para o seu namorado).

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Como Fazer Quadrinhos Ferramentas HQ Tutorial

Como fazer histórias em quadrinhos utilizando softwares gratuitos (tutoriais)

E então você já tem uma noção dos elementos a utilizar nas histórias em quadrinhos que pretende criar e ao menos esboçou sua ideia num roteiro. Pois então, o momento efetivo da produção traz muita semelhança ao de um trabalhador braçal. Daí a importância das ferramentas digitais, que possibilitam mais agilidade no processo, que antigamente era praticamente todo manual.

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HQ

Balanço do SaposVoadores.net em agosto


Tom, SapoVoador, desenhando

Ao longo do mês de agosto, a visitação aqui do blog foi crescendo, lembrando que a meta era ultrapassar o recorde de maio, como mencionei no balanço de julho. Porém, embora tenha crescido mais de 10% em relação ao mês anterior, ainda ficou quase 5% abaixo de maio. De todo o modo, é a segunda maior audiência mensal do blog, desde a sua criação!

Bom, atrasei este post um tanto por falha de programação, outro por estar a repensar a melhor forma de publicar informações como estas aqui. Agosto teve algumas coisas interessantes, então não podia deixar de registrar.

Pra começar, tivemos o primeiro guest post aprovado e publicado. Texto do Vinicius Martins, do blog DesenhoDGum incentivo para que todos produzam suas próprias histórias em quadrinhos (que ainda me animou a fazer a ilustração exclusiva, que reproduzo neste post). Agradeço mais uma vez a participação do Vinicius, que venham outros interessados! As regras para guest posts estão aqui neste link.

A união entre crowdfunding e quadrinhos se fez valer como nunca no mês, e mereceram dois posts no mês e foram terceiro e quartos mais vistos na produção mensal (respectivamente, o texto sobre a versão impressa dos webcomics do coletivo Petisco, seguido do post mais geral sobre as ações de HQ em andamento). As dicas para compra de HQs pela internet ficaram em quinto lugar entre os posts de agosto.

Indo aqui pelo ranking interno, temos:


O mais visto do mês foi o post de junho, das 6 dicas para HQsA escalada é crescente desde sua criação, ocupando já o terceiro lugar entre os mais visitados de todos os tempos do blog. Em primeiro ainda reina absoluto o post das dicas para roteiro, indicando que é o que a audiência está pedindo. Existirão outros, é também um tema que me interessa muito.

A divulgação do edital de quadrinhos do ProAC 2012 foi o primeiro entre os produzidos em agosto, terceiro se considerar o quadro geral. Já o novo post da série dos 10 Quadrinhos que mudaram minha vida foi o segundo, quarto entre todos, desta vez com a lista de HQs selecionadas pelo editor Sergio Chaves, da Café Espacial

Até o início de outubro, seja aqui, via @saposvoadores ou na fan page SaposVoadores.net trato melhor sobre o que ando pensando sobre a melhor forma de divulgação do balanço do blog. 

Fiquem de olho!







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Série

…E os quadrinhos encontraram Tiazinha

 
Um estranho casamento entre o mundo das histórias em quadrinhos e a TV aconteceu em 1999, quando a Rede Bandeirantes de TV levou ao ar uma série centrada na personagem Tiazinha. A série contou com o envolvimento da Fábrica de Quadrinhos na concepção visual, efeitos especiais e roteiro.




Suzana Alves havia estourado na mídia ao aparecer como a personagem Tiazinha em 1998, como assistente de palco de Luciano Huck que, na época, comandava o programa “H” na Band. Tornou-se um símbolo sexual, exibindo-se no programa (e posteriormente em revistas masculinas) vestida apenas com espartilho, máscara e chicote.


Porém, uma vez que o visual da personagem era o que de melhor ela tinha a oferecer, a situação de atuar numa série se mostrou muita responsabilidade para a moça. Ficou ainda mais estranho porque os envolvidos no programa queria imprimir um tom super-heróico e lances de ficção científica e levavam a história toda mais a sério do que deveriam, enquanto a audiência sentiu saudades de ver Suzana rebolando em trajes sumários no programa do Huck.

Os planos eram grandiosos: “Queremos que a Tiazinha seja a referência para super-heroína brasileira, assim como a Mônica é do quadrinho infantil nacional”, me disse na época Rogério Vilela, um dos diretores da Fábrica, em entrevista para uma reportagem que produzi para a Revista Super Séries. Calhou da produção mudar antes da estreia e, como a revista fechava com antecedência, produzi outro texto com as modificações para a edição seguinte.
 
Mais abaixo disponibilizo imagens das reportagens como saíram na revista. Mas eis uma versão resumida: a primeira ideia era que a personagem fosse uma mestiça de índios e brancos treinada por um pajé maligno. A garota se revoltaria com o mestre e passaria a agir como combatente do mal, ao lado de seu cão mascarado Tio. Na versão que foi ao ar, no futuro, Suzana era SU-013, garota órfã e pobre escolhida que se rebelava contra o sistema e se refugiava numa zona sem lei, tornando-se apresentadora de TV e, às escondidas, combatendo o mal como Tiazinha.
 
A ideia era mesclar ação filmada com cenas de quadrinhos e efeitos especiais. Cada programete diário tinha 10 min e cinco deles constituíam um episódio. A Tiazinha, inclusive, por vezes aparecia mais vestida que no programa H. O resultado? Bom, você pode conferir pela internet (inclusive abaixo). 
 
 
Creio ter sido uma oportunidade desperdiçada de aproveitar a boa vontade dos envolvidos em unir a linguagem e o universo dos quadrinhos ao sucesso astronômico da modelo-atriz (muito antes de Casa dos Artistas ou dela ser notícia por ter filmado um disco voador). 


A série poderia ter aproveitado melhor as possibilidades da personagem, sem se levar a sério demais e muito menos sem envolver ficção científica (que não combinava em nada). Talvez tivesse representado um ganho para o mundo das HQs e não a vergonha alheia que se tornou.

 
O seriado logo seria cancelado, mas a relação de Suzana com a Fábrica de Quadrinhos continuou, de modo que o estúdio colaborou na produção de uma edição especial estilo fotonovela para a Playboy. Na revista Tiazinha enfrentava o conde Drácula e a “história” propiciava diversas situações para que ficasse nua, o que agradou muito mais os fãs da garota.

PS: tinha programado este post mais pra frente, mas resolvi antecipar por conta da matéria do Universo HQ sobre quadrinhos de celebridades, que citou exatamente esta Playboy da Tiazinha, entre outras.

Clique nas imagens das reportagens para lê-las e, mais abaixo, fique com outras imagens do seriado.

Reportagem sobre a primeira versão, na Super Séries nº 4  (clique para ampliar)
 

 

Reportagem sobre a versão definitiva, na Super Séries nº 5 (clique para ampliar)
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cinema Filmes resenha

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge e o fim da trilogia do diretor Christopher Nolan


Demorei a escrever aqui sobre Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, tanto que quase desisti. Mas a trilogia cinematográfica construída pelo diretor Christopher Nolan merece tanto respeito que não poderia deixar de comentar aqui. A ideia então é até extrapolar esta produção para tecer comentários sobre a série inteira.

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eventos

Gibiteca Henfil: Evento de quadrinhos celebra Mês da Cultura Independente


A Gibiteca Henfil – localizada no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista – criou uma programação especial referente à produção de histórias em quadrinhos, integrada às comemorações do Mês da Cultura Independente. São atividades abertas ao público, gratuitas,com direito a encerramento com o quadrinista e escritor Lourenço Mutarelli.

Confira as cinco mesas de bate-papo:


# 5 de setembro (quarta) – 20h – Fanzine New School – A nova escola
As modernas técnicas utilizadas na produção de fanzines 
com Cynthia B. – Quadrinista, trabalha na produtora de desenhos animados Toscographics. Publicou nas revistas Tarja Preta, Prego, Machado e Calendário Pindura, além de editar e publicar a revista Golden Shower.



# 6 de setembro (quinta) – 20h – Fanzine Old School – A velha escola
As técnicas tradicionais para criação de fanzines, como stencil, colagens, nanquim e aquarela, entre outros.
com Rodrigo Okuyama – Ilustrador e arquiteto (formado na FAU-USP). Produziu zines de quadrinhos e trabalhos voltados para crianças, entre eles as ilustrações para o livro Horror, humor & quadrinhos: as vítimas do mico contra o trio terror (Ática).


# 12 de setembro (quarta) – 20h – Fanzineiros do século passado – capítulo 2

Apresentação do capítulo 2 do documentário homônimo, que trata do fanzine a serviço do rock, os fanzineiros deste século e os estímulos para a produção impressa, seguido de bate-papo com o autor.
com Marcio Sno – Jornalista e fanzineiro, nos anos 1990 editou os zines Aaah!!, Don’t Worry!!, Ejaculação Precoce, Lady Die! e Pleasure. Participou de coletivos como Bodega, Medonho!, Os Mardito, entre outros. Fez ainda ilustrações para inúmeras bandas e fanzines.


# 19 de setembro (quarta) – 20h – Webcomics – Os quadrinhos na Internet
Uma palestra/oficina que trata do planejamento e a periodicidade dos trabalhos, as melhores maneiras de divulgação na internet e como trabalhar as webcomics nas mídias sociais.
com Fábio Coala – Ilustrador e quadrinista. Formado em Publicidade e Propaganda, já trabalhou como diretor de arte e é o autor do blog de tiras Mentirinhas.


# 26 de setembro (quarta) – 20h – Lourenço Mutarelli
Uma conversa com o grande quadrinista, escritor, roteirista teatral e ator – autor de Diomedes – A Trilogia do Acidente (HQ) e O Cheiro do Ralo (literatura), entre outros livros – que iniciou sua carreira em fanzines e publicações independentes. 
Imperdível, hein?

(E se quiser saber um pouco do que aprendi com Lourenço Mutarelli (em workshop, palestras e leituras) leia este outro post)


Local das atividades:

Gibiteca Henfil
No Centro Cultural São Paulo – Praça Mário Chamie (Bibliotecas)
Endereço: Rua Vergueiro, São Paulo – SP (Metrô Vergueiro)
Entrada franca – sem necessidade de retirada de ingressos

As informações sobre este evento também estão no site do Centro Cultural São Paulono Facebook.