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Quadrinistas, que tal vender e-books com suas HQs?

Criadores de quadrinhos já estão familiarizados com as possibilidades de utilização da internet para exposição e divulgação de seus trabalhos. Andam espertinhos também para as possibilidades do crowdfunding pra financiar suas produções. Alguns têm conseguido transformar a visibilidade em renda por meio de anúncios (diretos, ou via programas de afiliados), ou comercialização de revistas, livros e outros produtos com seus personagens (camisetas, canecas, etc).

Pensando este último caso, o que tem acontecido é que é mais fácil conseguir comercializar produtos “físicos” correlatos do que a própria produção de quadrinhos em formato digital. Sim, é difícil precificar algo assim. Mesmo Scott McCloud (autor deDesvendando os Quadrinhos, entre outros livros teóricos em HQ) não conseguiu emplacar seu sistema de assinaturas pra financiar uma HQ digital. Mesmo grandes editoras internacionais como Marvel e DC ainda tentam encontrar o melhor modelo pra rentabilizar quadrinhos digitais.

 

Então, já que o mundo todo ainda busca encontra seu caminho, as condições são relativamente parecidas: é um ótimo momento para que nós aqui no terceiro mundo coloquemos a cabeça pra funcionar pra bolar boas soluções, economicamente viáveis. Muita coisa pode ainda ser pensada, mas mesmo quando se pensa no caminho relativamente tradicional, dá pra estudar possibilidades.

 

Por exemplo, no que diz respeito à comercialização de e-books, que ganharam mobilidade semelhante a um livro tradicional por meio de tablets e smartphones. Existem diversos serviços que prometem disponibilizar ebooks pra vender, mas vou tratar apenas de alguns que andei estudando:

 


Hotmart é uma plataforma para venda de produtos de produtos digitais, o dá uma bom leque de possibilidades para artistas, como e-books e e-magazines de quadrinhos, ilustrações para impressão, vídeo-aulas sobre desenho e toda uma gama de possíveis arquivos digitais.

Do produtor, cobra apenas comissão por vendas: 20% para produtos com valor de venda abaixo de R$ 10 e 9,9% + R$ 1 para os demais. Ou seja: o produtor só paga comissão se vender, não há compromisso mensal, nem nada.

 

Mas o grande diferencial da plataforma para mim, é permitir que o programa crie um programa de afiliados para seus produtos. Basicamente significa que você pode dar chance a outras pessoas cadastradas no Hotmart venderem seus produtos e levarem comissões no processo. Cabe ao produtor aprovar ou não o interessado em afiliação, além de determinar o valor de comissão. Ou seja, pra incentivar mais divulgação por afiliados, vale aumentar a comissão. Alguns produtores até optam por oferecer mais de 50% dos lucros, já que não deixa de ser uma forma de ampliar a força de vendas, além do fato dos pagamentos serem feitos diretamente pela plataforma, não pelo produtor.

 

Pra quem pensa em proteção contra cópia, há a opção do DRM convencional e também do DRM Social, que nada mais é do que a inclusão de dados pessoais do comprador no produto comprado. Neste caso, não há restrição técnica anti-cópia, mas a ideia é inibir a prática de cópias não-autorizadas pelo fato disso acarretar também na distribuição de seus dados pessoais a torto e a direito por aí.

 

Confesso que não entendi bem por que não se vê sequer quadrinistas testando o serviço (que, basicamente, é de graça). A seção de quadrinhos atualmente está sem nenhuma opção. Um tempo atrás trazia apenas uma, comprei pra testar o serviço, mas logo depois o produto parou de ser oferecido (como comprador, vale dizer que a minha cópia continua em meu poder.

Kindle Direct Publishing (Amazon)

 

Com a chegada da Amazon oficialmente ao Brasil, a mais conhecida loja online do mundo trouxe não apenas a venda do Kindle ao país, como adaptou também as regras pra que produtores locais comercializem seus e-books para este e-reader.

 

O básico sobre publicação pode ser visto em português. Mas a Amazon já disponibiliza software e tutoriais próprios para a produção de HQs, material que ainda existente apenas em inglês.

 

A vantagem é a possibilidade de estar presente num e-commerce de visibilidade mundial para um e-reader de sucesso (Kindle, que também pode ser lido num Ipad) e levar 70% do valor de venda de cada produto.
Publique-se (Saraiva)

 

A livraria e editora lançou também um serviço de auto-publicação de e-books. Não há especificações ainda relativas a quadrinhos e, até o fechamento deste post, a Saraiva não se manifestou a respeito.

 

A comissão oferecida ao autor é bem mais modesta (35% sobre o valor do produto), talvez a editora esteja se valendo da força da marca em território brasileiro. Não está claro também se o autor que participa de programa de afiliados da Saraiva pode divulgar seu próprio produto para venda por meio de seus canais e redes sociais e ainda faturar a comissão em cima da transação.
Bom, longe de ser um post definitivo, este texto é um ponto de partida para provocar reflexões e ideias para rentabilização de e-books de quadrinhos. Fácil perceber que há um bom campo para experiências, uma vez que é eliminado um grande gasto que é o de impressão, a distribuição fica mais ágil, além do quê todo produto virtual tem estoque ilimitado.
Você conhecia estes serviços? Comente o que pensa sobre o assunto!

PS: Faço ainda uma referência, louvável a iniciativa da Quadrinhópole, mas entendo que seu modelo de venda baseado em armazenamento das compras online tira bastante a mobilidade do produto (pouca gente ainda pode andar com dispositivos móveis o tempo todo na internet).

3 respostas em “Quadrinistas, que tal vender e-books com suas HQs?”

OLA SRS. JA TENHO UMA HISTORIA EM QUADRINHOS EDITADA FAZ POUCO TEMPO , COMO FAÇO PARA ENVIAR PARA OS SRS. PARA VENDE-LA COMO EBOOK.

ATT. ENOCK RAMOS

Olá Enock. Por favor entre em contato pelo email saposvoadores@gmail.com indicando exatamente o que precisa. E, se possível, um link para conhecer (se tiver um blog, site, ou canal em rede social), ou baixar seu trabalho (não envie material anexado e sim link tipo Dropbox ou Google Drive, OK?). Obrigado pela visita!

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