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Amarelo Seletivo blog SV Crowdfunding Doações Amarelo Seletivo

Doação de revistas Amarelo Seletivo

A segunda campanha da HQ Amarelo Seletivo buscou financiamento coletivo para ampliar a distribuição da revista. Por conta dos apoios alcançados, estou realizando também doações de exemplares para instituições culturais e/ou educacionais (algumas delas indicadas pelos próprios apoiadores).Listo a seguir instituições que já receberam seus exemplares e autorizaram a inclusão de seus nomes aqui nesta lista permanente do site:

  • Associação Kinchojinkai do Brasil (São Paulo – SP)
  • Associação Okinawa de Guarulhos (SP)
  • Associação Okinawa Kenjin do Brasil – Centro Cultural Okinawa do Brasil | AOKB – CCOB (São Paulo – SP)
  • Colégio Ítaca | Biblioteca (São Paulo – SP)
  • Escola de Aplicação da FEUSP | Biblioteca (São Paulo – SP)
  • Escola Municipal Prof. Benedicto José Nunes | Biblioteca (Sorocaba – SP)
  • Gibiteca Balão (São Paulo – SP)
  • Gibiteca de Curitiba (PR)
  • Gibiteca do Espaço Cultural Renato Russo (Brasília – DF)
  • Gibiteca Escolar Helena Fonseca, da E.M. Judith Lintz Guedes Machado (Leopoldina – MG)
  • Gibiteca Henfil (São Paulo – SP)

Veja aqui imagens e informações compartilhadas por algumas delas.

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Crowdfunding Inspiração

Vídeo mostra a força e a cumplicidade de uma rede de fãs: Amanda Palmer no TEDx

Mesmo que não conheça o trabalho da cantora Amanda Palmer, este vídeo precisa ser visto. Você nem precisa ter alguma ambição artística – com música, quadrinhos, ou o que for. Mas se pretende trabalhar ou continuar trabalhando com o que gosta no mercado atual, confira esta fala inspiradora.

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Crowdfunding HQ nacional

A força da HQ independente nacional e o crowdfunding em 2013


E então o ano começou (carnaval já foi cedo). O dia do quadrinho nacional já rolou, e uma HQ dos até foi apontada entre os grandes momentos da produção cultural brasileira, em qualquer gênero (no caso, a série-álbum Daytripper, dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, e o destaque, feito pelo antropólogo Hermano Vianna).

E as HQs estão com tudo mesmo. Neste começo de ano, quadrinhos são destaque na plataforma de financiamento colaborativo Catarse. Por meio do crowdfunding, diversos quadrinistas estão conseguindo viabilizar suas produções. Dos 11 projetos de HQ com prazo pra angariar fundos terminando este ano, 8 foram bem sucedidos, dois ainda estão em plena campanha e apenas 1 não atingiu a meta.



Muitos artistas têm conseguido não apenas o financiamento dos fãs, mas até superar as metas iniciais, por vezes até antes do prazo previsto. No caso dos Combo Rangers, Fábio Yabu conseguiu alcançar R$ 50 mil em 3 semanas de campanha, sendo que a meta era de R$ 40 mil pra finar o primeiro álbum da trilogia.  Terminada a arrecadação, o total de R$ 67.480 já fazia o autor declarar que a produção do segundo álbum também já estava garantida, graças aos fãs. Yabu postou um texto bacana sobre o que aprendeu neste processo do Catarse.

Há quem se engaje por conta do projeto em si. Outros, por confiar nos proponentes. Outros, por confiar na indicação de um amigo. Não importa, para quem colabora, muitas coisas a considerar:

Estão a fazer uma pré-compra de um produto. Garantem condições e brindes especiais e, na maior parte dos casos, passam a constar em créditos de agradecimentos do projeto. Ajudam diretamente a viabilizar o projeto, seja com dinheiro, seja ajudando a espalhar as ações por meio de suas próprias redes de contatos. Ajudam, em muitos casos, a bancar a vida dos artistas durante certo período (uma espécie de mecenas temporário). E mostram à comunidade sua condição de “fã-premium” e podem colaborar praticamente sem intermediário.

É um prato cheio para o mercado independente de quadrinhos nacionais, que funciona exatamente por conta da movimentação dos fãs, do boca a boca. E não é demais lembrar que os próprios gêmeos Bá e Moon, citados no início deste post, também começaram a difundir seus quadrinhos no meio independente. Amadureceram seu discurso, seu traço, sua obra e assim conseguiram trabalhos para editoras nacionais e internacionais e hoje podem dizer que vivem de seus quadrinhos.

A qualidade dos projetos é sempre ponto pra discussão. Mas creio que aquele que abriu as portas do crowdfunding no Catarse, Achados e Perdidos, lançou também um bom padrão a ser seguido, tanto no conteúdo, quanto no pacote gráfico. Cada um tem lá suas preferências, então vou destacar 3 entre os projetos em andamento:

O Monstro, de Fábio Coala, é uma graphic novel do personagem conhecido por HQs e ilustrações  regulares publicadas no site Mentirinhas, divertidas e por vezes dramáticas e/ou filosóficas. Já alcançou a meta, mas vale a aquisição do exemplar, além da chance de dar um fôlego financeiro ao Coala (que previa apenas “segurar as pontas” por 3 meses com uma pequena fatia do valor pretendido). Aceita colaboração até 20 de abril.

Gnut, de Paulo Crumbim, é um projeto que mistura webcomics, livro impresso e game. Ele já tem trabalhos online com estes personagens, arte e narrativa visual (com balões sem texto compreensível) são bacanérrimas, vale conferir. Enquanto escrevo este post, 18% do valor já foi obtido e a arrecadação encerra em 20 de abril.

Libre – Uma revista impressa com trabalhos do coletivo de mesmo nome, que mantém quadrinhos em áginas de Facebook e sites. Na página do projeto, uma amostra das artes e os links de outros trabalhos do grupo, pra te animar a apoiar. Outro que já passou da meta de financiamento, mas você ainda tem até 29 de março de 2013 pra colaborar.


Pra quem se empolgou em criar um projeto pode se informar na base de conhecimento do Catarse.

Leia outros posts do blog sobre crowdfunding, o financiamento colaborativo.

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Crowdfunding

Tá na Hora do Combo: a volta dos Combo Rangers via crowdfunding


E lá e vão uns dez anos desde que os Combo Rangers deram ar de sua graça. Fábio Yabu, hoje conhecido como autor da série Princesas do Mar, valeu-se de uma tecnologia inovadora da época (semi-animações em Flash) pra cavar seu espaço na internet (e olha que seus desenhos não eram lá essas coisas, aos poucos foi incorporando outros desenhistas à equipe, ficando apenas com roteiros).

Sem essa turminha, talvez Yabu não tivesse ido pra esta área de economia criativa, quem sabe? Quadrinhos naquela fase de transição entre o infantil e o adolescente (um tanto como faz hoje em dia a Turma da Mônica Jovem), numa época na qual a cultura pop japonesa, com seus mangás, sentai e tudo mais, explodiu em termos de novos adeptos, graças a Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers (tá, não é japonês, mas visivelmente influenciado), Dragon Ball… Meio que uma paródia de séries super-sentai e outros aspectos de cultura POP vigente. Saiu da internet, ganhou revistas impressas e produtos relacionados, como versões em bonequinhos. 

Mas deixou de ser economicamente viável e sumiu (inclusive os episódios da internet). Uma década depois, o criador Yabu ainda é “assombrado” por fãs que o questionam sobre a volta dos personagens. O que bolou ele então, já que o mundo não acabou? Criou um projeto para viabilizar a publicação impressa se valendo de colaboração financeira dos fãs, via plataforma Catarse.

Já comentei aqui como artistas podem se valer do crowdfunding para viabilizar seus projetos de quadrinhos. Isso se faz mais interessante ainda quando já existe uma base de fãs, coisa que Yabu tem. Recentemente, foram viabilizados pelo Catarse edições impressas de HQs Beijo Adolescente e do Petisco, por exemplo.

A proposta de Yabu é produzir os Combo Rangers em álbuns, viabilizados por meio de colaboração de fãs (a fim de pagar a equipe de produção, pois impressão e distribuição ficarão a cargo da editora JBC, inclusive em termos de custo). Neste momento, R$ 40 mil é o valor pedido, para a produção do primeiro álbum, em 2013. No primeiro dia de campanha, alcançou 18% da meta. Hoje, já chega a 65%, tendo ainda 54 dias pra terminar. E os valores de doação variam entre R$ 10 e R$ 250.

Veja abaixo o vídeo que Fábio Yabu preparou e pra conhecer todas as categorias, visite a página do projeto Combo Rangers no Catarse.

Mais abaixo, vídeo que registrou o anúncio oficial do projeto, no programa Henshin Direto Especial de Fim de Mundo, da JBC.

E você, o que achou do projeto? 
Gosta dos Combo Rangers? Não gosta? Não faz ideia de quem sejam? 
Deixei seu comentário logo abaixo!

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Crowdfunding Quadrinhos independentes

O financiamento colaborativo (crowdfunding) pode ser a saída para o mercado nacional de quadrinhos?

Não tenho certeza de quando foi a primeira vez que ouvi falar na onda de financiamento colaborativo,  crowdfunding. Mas a primeira vez relacionada a quadrinhos foi no segundo semestre de 2010, com notícias sobre a graphic novel Um Outro Pastoreio, sobre a qual comentei anteriormente aqui no blog e a plataforma Kickstarter.

As primeiras notícias relatavam a semelhança com a popular “vaquinha”, ou “ação entre amigos”. Também se usava o termo micro-financiamento. Só no início de 2011 comecei a ver a popularização do termo crowdfunding e o lançamento da principal plataforma nacional: Catarse.

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Crowdfunding

Crowdfunding: a vez do álbum com HQs inéditas do coletivo Petisco



Os roteiristas Daniel Esteves e Cadu Simões e toda a galera do Petisco.org estão em campanha para viabilizar uma edição especial inédita impressa com seis da sete séries deste coletivo de histórias em quadrinhos online. É mais um projeto em HQ que busca financiamento coletivo via a plataforma Catarse.



O álbum do Petisco terá em torno de 96 páginas, uma coletânea de histórias (variando entre 8 e 15 páginas) das séries Terapia (que faturou o HQ Mix 2012 na categoria Web Quadrinhos), Nanquim Descartável, Nova Hélade, Macacada Urbana, Beladona e Demetrius Dante. Serão histórias fechadas, início, meio e fim, de modo que não há necessidade do leitor conhecer previamente as séries pra curtir a publicação. Ainda assim, recomendo que visite o site do coletivo, pois vale a pena conferir, de graça, as HQs.


Os interessados podem colaborar com quantias de R$ 25 a R$ 2 mil para viabilizar o projeto e as recompensas (em pacotes apelidados com nome de petiscos como “salaminho com limão” ou “carne seca com aipim”) passam pelo seu livro impresso com seu nome nos agradecimentos, bottons, bolachas de chopp, pôsters e curso com os integrantes do Petisco, só pra citar algumas.


Confira o vídeo abaixo com Cadu e Daniel sobre a ação e veja mais detalhes direto na página do projeto no Catarse. Outros projetos, como a segunda temporada de O Beijo Adolescente, de Rafael Coutinho, e uma nova edição da Café Espacial, do editor Sergio Chaves, também estão em campanha e podem ser vistas em sessão específica de quadrinhos.

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Crowdfunding HQ nacional Quadrinhos independentes

Como conseguir dinheiro para produzir seu projeto de quadrinhos


Que o mercado de HQs no Brasil tem um tamanho restrito você já sabe. Não é à toa que os quadrinhos independentes têm se revelado boa válvula de escape para a produção nacional (tanto quantitativa quanto qualitativamente). E felizmente não faltam bons exemplos, como as séries Nanquim Descartável, do Daniel Esteves, e Pieces, do Mário Cau, ou mesmo as diversas publicações bancadas pelos próprios irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá (prática que tinham antes e mantém mesmo depois de conquistarem seu espaço no mercado dos EUA), entre outros.


Só que nem todo artista tem condições de bancar sua produção. Mesmo com uma ótima ideia, roteiro e arte impecáveis. Por isso trago aqui a sugestão de utilização do crowdfunding para viabilizar seus projetos. Esta palavra estranha, pode ser traduzida com “financiamento colaborativo”. O termo vem se difundindo no Brasil e no mundo pela sua utilização cada vez maior para a produção dos mais diversos projetos, entre eles culturais e, entre estes, de quadrinhos. Trata-se basicamente de realizar uma espécie de “vaquinha” com o objetivo de angariar fundos para determinado projeto. Só que ela é potencializada pelo poder de divulgação e formação de redes sociais da Internet.


Para incentivar o público a colaborar, normalmente são oferecidas contrapartidas que variam desde a inclusão do nome do colaborador numa lista de agradecimentos, até brindes diferenciados (que também podem ser um serviço, como realização de workshop para um grupo seleto). Quem colabora costuma ter boa afinidade, seja com os idealizadores, seja com o projeto propriamente dito. De modo que, mais do que um patrocínio, doação ou venda antecipada, se torna uma “causa” que provoca engajamento. E funciona tanto como microfinanciamento para um projeto de nicho como para outros de porte médio ou grande.



Não faltam plataformas na internet voltadas a facilitar o encontro entre produtores e público-financiador e intermediar o processo. No mundo, a mais conhecida delas é a Kickstarter, fundada em 2009. No Brasil, a primeira e mais conhecida delas é o Catarse, voltada a projetos criativos, lançada no início deste ano. Há outras no país, como Sibite (que tem entre seus “embaixadores” o quadrinista Grampá), Movere e Incentivador.


Faz parte da característica destas plataformas o modelo do “tudo ou nada”: se o valor solicitado pelos produtores não for angariado até a data estabelecida, tudo o que havia sido arrecadado é devolvido ao colaborador. Ter uma meta de valor e tempo a ser cumprida também ajuda a empurrar o espectador à ação, incentiva que deixe de ser apenas um consumidor e que trate de financiar algum projeto com o qual se identifique. Os pagamentos são feitos por ferramentas também de internet, de modo que o sistema é programado para que isso aconteça automaticamente. SE a meta for atingida, a plataforma fica com uma porcentagem do valor (em geral 5%) por intermediar o negócio.


Exemplo recente de projeto bem-sucedido é a viabilização da publicação da HQ Achados e Perdidos, de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho (e música de Bruno Ito), lançada no FIQ em Belo Horizonte. Eu mesmo colaborei, tendo sido a minha primeira em ações do gênero. Tendo anunciado o projeto no Catarse, arrecadaram até mais do que os R$ 25 mil pleiteados para impressão da HQ, com recompensas pelas contribuições que variavam desde o nome gravado no livro até uma música feita em homenagem a quem o colaborador escolhesse.


Mas obviamente estes sites listados não são obrigatórios para quem quer se utilizar do poder da rede. O primeiro exemplo de utilização de crowdfunding que tive notícia foi a publicação do livro Um Outro Pastoreio. Embora não seja propriamente uma HQ, mistura texto e ilustração e flerta com o mundo dos quadrinhos, tendo feito certo rebuliço neste meio exatamente pela forma como foi viabilizada: sua publicação foi custeada por meio de venda de cotas ao público diretamente pelos seus idealizadores, sem intermediários. Em troca, os apoiadores foram credidos “editores” e receberam exemplares autografados. E olha que é uma publicação luxuosa, com capa dura e 208 páginas.


Ficou interessado no assunto? Procure por aí, você pode ler mais sobre crowdfunding por exemplo nesta reportagem do Estadão e no site Crowdfunding Brasil.


E parta pra ação. Tá esperando o que pra angariar colaboradores para a sua HQ independente?